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domingo, 1 de julho de 2012

[Resenha] Série Goddess - Deusa da Primavera de P. C. Cast

Apesar de ter ficado um pouco traumatizada com a zoofilia em Deusa do Mar, decidi dar uma chance a Deusa da Primavera. Eu gostei da narrativa só da Cast mãe, mais do que da Kristin, porque não fica soando o tempo todo como adolescentes chatas. (Eu não sei vocês, mas eu consigo notar claramente onde é a Kristin e onde é a P. C. escrevendo em House of Night)

Não consigo me lembrar direito onde o comprei, mas tenho quase certeza de que foi (eu sei que vocês já sabem como essa frase vai terminar) na Bienal. Não dá pra ter certeza porque eu realmente comprei muitos livros na única vez que fui.

Não consegui ir no Domingo, último dia, justamente por ter ficado com dor nas costas devido a quantidade de peso que carreguei o dia todo, dentre os quais tinham, posso afirmar com certeza, os três primeiros exemplares de Game of Thrones, o que não é nenhum piquenique, vocês sabem, fora um ou outro que eu queria que fosse autografado e levei de casa. Mas chega de arenga, vamos ao que interessa.

Nossa heroína, dona de uma padoca à beira da falência, graças a incopentência de seu contador, se depara com uma receita mágica de pizza e decide experimentar, já que não tinha nada mesmo a perder (a não ser a padaria). Invoca Deméter e faz um trato: Demeter deixa a filha, Perséfone, dando um jeito nos negócios, enquanto ela leva a Primavera ao Submundo. Apertam-se as mãos, e a troca de corpo é efetuada.

Lina, a mocinha, que já não pode mais carregar esse título, já que é uma senhora de meia idade, se vê num corpo jovem, e melhor ainda, de uma jovem Deusa. Já chega no Submundo causando, já que com seu dom nato, ela consegue acalmar os cavalos carnívoros de Hades só com um sorriso e fala mansa. Hades, que se assemelha muito com Bruce Wayne, segundo Lina, fica embasbacado, só não sei dizer se pela beleza da jovem Deusa, ou por ela ter levado seus cavalos no dedo com tanta facilidade.

Passeando pelas paisagens brancas do Submundo, Lina incorporando Perséfone, ajuda umas pobres almas perdidas aqui e ali, colhe mel das flores acolá, e se exibe ao luar, vestida de céu, para um certo Deus soturno mais na frente. E quando não está fazendo nada disso, ajuda Hades a distribuir justiça às almas penadas do Submundo, entre elas Euridice. Sim, ela mesma, a famosa. Só que o desfecho é ligeiramente diferente do que estamos acostumadas nas mitologias. Achei simplesmente divino!

E enquanto isso, no mundo presente, Perséfone amassa pão, anda de patins e namora rapazes com idade para ser seu filho, tudo isso no corpinho tamanho 46 de Lina, que por essas alturas já devia estar no 44. Uma verdadeira revolução na até então vidinha patética que ela vinha levando. Achei uma delícia saber dessa vez o que andou se passando com a outra parte da troca, já que em Deusa do Mar isso meio que passou batido. Não que corte no meio da história no Submundo e foque em Perséfone, essa parte agente só vê mais pro fim. Válido de qualquer forma.

Acho as "Deusas" que a Cast cria em seus livros, um tanto quanto "humanizadas" demais. Nyx, Gaia e Deméter não fogem a esse padrão. São Deusas, porém com características humanas palpáveis. Nyx é complacente com todos os seus filhos, Gaia não possui onisciência, nem muito menos sabe julgar caráter muito bem cof..cof..Sarpedon..cof...cof e Deméter é estressada e pavio curto. Até Perséfone, que no começo é cabeça de polvilho de dar dó! Não sei se gosto de ver Deusas retratadas dessa forma, mas não é uma coisa que altere o sabor da leitura, apenas gosto pessoal.

O livro é por enquanto o meu favorito, já que ainda não li Deusa da Rosa, e nem há previsão para tal. Tem bastante cenas deliciosamente calientes, e um ritimo envolvente, pelo menos me prendeu do inicio ao fim. Lendo resenhas por aí, vi que teve gente que não gostou do final. Eu achei espetacular! Uma saida muito elegante para Lina ficar com Hades no final, como tinha que ser, afinal Lina era a Deusa do Submundo. Poder do roteiro? Talvez, mas pouquíssimas vezes eu vi tal poder ser usado com tamanha desenvoltura. Parabéns a todos os envolvidos.

Gostou da resenha? Gostaria de ter o livro? Que tal comprar no Sr. Saraiva e me ajudar com as despesas do blog? Um comentário sobre o que achou também tá valendo. ;)
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

[Resenha] Série Goddess - Deusa do Mar de P.C. Cast

Primeiro livro da série Goddess, e por enquanto o mais fraquinho. O que é uma mudança, já que se você como eu, percebeu o quanto está caindo a qualidade da história de House of Night. Tomara que com esta série aconteça o oposto.

Não que este livro seja ruim, ele até que diverte, apesar de coisas bizarras acontecerem. Um tipo estranho de zoofilia me vem a mente. É picante e engraçado, do jeito que eu gosto. Mas ponto negativo pra tradução, há alguns erros grotescos de ortografia que meu Deus! Me senti lendo um livro escrito por alguém fluente em miguxês! Ok, talvez não miguxês exatamente, mas talvez um aluno da 5ª série.

Christine Canady, sargento da Força Aérea Americana, levava a sua vidinha monótona e patética, até que um dia encontrou um livro de magia. Tomou uma ou duas garrafas de champanhe, dançou nua à luz da lua e ganhou a benção de Gaia. Num belo dia, depois de flertar com um gato fardado, entra num avião que sofre um acidente horrível. Entre a vida e a morte, faz um pacto com Undine/Ondine (sei lá como era o nome da sereia), onde elas trocam de corpo.

Christine, agora de posse de uma bela cauda, está muito bem, nadando feliz, até que encontra o tritão Sarpedon, meio irmão e tarado, que quer porque quer dar umazinha com Undine/Ondine, nem que seja a força. Não sendo boba nem nada, ela dá dez na cauda do golfinho e consegue fugir, pedindo abrigo a Gaia em pessoa. A Deusa, em sua infinita sapiência, dá as dicas do porque de Ondine/Undine ter trocado de corpo com Christine. Como se já não estivesse meio óbvio.

Concedendo pernas a agora sereia fugitiva, Gaia consegue assim, fazer com que Sarpedon vá se esfregar num monte de algas, ou sei lá o que tritões fazem quando querem se aliviar. Só que para isso, Christine precisaria se refugiar em terra, mas ficaria dificil desfilar por ai com uma cauda. A Deusa então faz a sua macumba, dando-lhe pernas, só que ela teria que voltar pro mar, tal qual uma oferenda, a cada 3 dias. Mais uma macumbinha, e nossa heroina é transportada para uma ilha. Na era Medieval.

Andras, literalmente o cavaleiro da armadura brilhante, cavalgava distraidamente em seu cavalo branco puro sangue, quando avista, saindo da água, o que parecia ser uma mulher, já que estava vestindo anáguas e crinolinas, que deveria pesar horrores seco, imagina molhado. Bateu no peito, e foi ao resgate da donzela.

A lorota que Christine contou, foi que era uma princesa whatever que por um feliz acaso sobreviveu a um naufrágio. Tomou um banho de esponja, fez amizade com as freiras do monastério para onde foi levada, e vez ou outra pulava a janela pra tomar banho de mar. Numa dessas escapulidas, conhece Dylan, o tritão doce e sexy (!), com quem rola altas paradas calientes, na areia, na espuma, e até, quem diria, na cama.

Mas você acha que Sarpedon esqueceu sua querida irmãzinha? Negativo. O cara realmente era um stalker de grosso calibre. Catou um jeito de achar Christine em terra e tentar estuprá-la. Chegou ao ponto de fazer a burrice de desacatar dois Deuses, um deles sendo o próprio pai. Tomar uma sova não chegou nem perto do que aconteceu com ele.

Tirando a parte doentia, que meu cérebro catalogou como zoofilia, é bem doce e romântica a história. E o final, que parecia impossível a principio, se tornou realidade, graças a uma mãe Deusa, e um tiquinho só de poder do roteiro. Senti um pouco de falta também do que a verdadeira Ondine/Undine ficou fazendo no corpo da Christine, o que realmente não fez falta no enredo. Só seria legal ver o que uma Semi-Deusa estava fazendo perambulando no mundo moderno.

Pra mim foi uma leitura agradável. Não digo que sorvi cada palavra como se fosse o ar que eu respiro, mas me diverti lendo e isso é o que realmente conta na leitura, certo?

Gostou? Quer ajudar o blog e ter esse livro na sua estante? Pode comprar aqui.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

[Resenha] Série House of Night - Destined de P.C. e Kristin Cast

 Nono livro da série, que vem se arrastando já a algum tempo. Neste livro, vamos passeando pela história, pelos pontos de vista de vários personagens, além do da Zoey, que pela primeira vez parou quieta com um namorado fixo.

Depois que voltou do Outro Mundo com Stark, os dois criaram uma conexão unica, entre Alta Sacerdotiza e Guerreiro, que eles ainda estão tentando entender. Stark sente tudo o que ela sente e sabe tudo o que ela pensa, por mais que ele diga que não fica de olho o tempo todo. Além do que, Stark voltou com mais do que uma ligaçãozinha atoa com a Zoey, porque quando Kalona empalou o guerreiro, soprou vida em seu corpo etéreo e só depois retirou a lança, não foi só vida que ele enfiou goela a baixo.

E falando em Kalona, esse está cada vez mais perto da redenção. Libertou Rephaim de qualquer laço de obediência que poderia ter com ele, chamou os outros filhos de volta, se separou definitivamente de Neferet, ai começou a sentir saudades do filho favorito, sentiu um pouco mais de raiva da Deusa, fez amizade com Shaunee e com Steve Rae e até ajudou o coven da Zoey a se defender de Neferet.

Aliás, Neferet está cada vez mais envolvida com as Trevas. E não só figurativamente, ela está literalmente copulando com o mal personificado em forma de touro branco. Sério. Pode parar de rir agora. O negócio é tão bizarro, que no livro anterior ela foi dar um passeio, nua, no lombo do touro. E ainda levou uma lambida do bicho. ECA!

Aliada as trevas, Neferet fez uma mandinga qualquer lá com o touro, que precisava de um sacrificio de uma anciã Cherokee, mas calma, vovó Redbird estava longe, numa convenção qualquer. Quem pagou o pato, foi a mãe relapsa da Zoey, que finalmente viu a luz tinha se separado do marido religioso, e estava doida para pedir perdão à mãe e à filha. Mas isso foi no livro anterior, o que importa mesmo, é que dessa macumba resultou Aurox.

Invólcruo sem vontade própria, feito para obedecer e nada mais. Seria assim, se Nyx em pessoa não tivesse colocado seu dedo mágico na história. Ela fez com que Aurox tivesse uma alma, e usou a alma de nada mais, nada menos que do Heath.

Aurox teoricamente não deveria ter sentimentos nem vontade própria, mas o feitiço deu errado justamente por Neferet ter preferido usar a mãe da Zoey do que esperar a avó voltar.

Agora você está com a certeza absoluta que a Zoey vai cair nos braços do robô bonitão, certo? Pois é, mas não. Aurox está meio confuso, filosofando sobre a sua existência, enquanto limpa umas ramelas da Zô aqui, enxuga uma lágrima ali, se transforma em bicho chifrudo acolá, mas fica por isso mesmo. Na verdade eu acho que ele não sabe nem pra que serve o que tem no meio das pernas ainda.

E enquanto isso, Shaunee começa a pensar por conta própria, o Coven se muda pros túneis, Aphrodite tem mais uma visão sangrenta e a coisa mais expetacular do livro na minha opinião: Vampiros vermelhos começam a ser marcados pelo mundo, sem a necessidade de morrer e desmorrer. E a primeira pessoa que o Erick bonitão marca, adivinha? Pois é.

E o livro continua assim, Neferet causando caos aqui e ali, humanos trabalhando na House of Night, Lenobia caindo nos braços dum cowboy bonitão, e Dragon, quem diria, se redimindo de toda a amargura deixada pela morte da sua Anastacia.

Sinceramente essa série já foi melhor, as autoras tão perdendo a mão. Também, escrevendo spin-offs a rodo! Sério mesmo, além da Série Goddess (que olha, tá uma coideloco, jajá tem resenha), tem as histórias do Dragon, da Lenobia e acabo de ver na Wikipédia que terá também um da Neferet, além é claro, do Manual do Novato 101.

Só tenho agora que esperar que o final seja digno do meu dinheiro, porque olha...
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