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sexta-feira, 8 de junho de 2012

[Resenha] Série Siren - Sereia de Tricia Rayburn *SPOILER ALERT*

Quando li o primeiro capítulo desse livro na internet, fiquei maluca, pensei ter encontrado uma pérola (piadinha infame intencional) literária pra suprir aquela necessidade que leitores do sobrenatural compulsivos possuem.

O livro até que começa bem. A irmã morre, luto, blablabla. Mas ai a nossa protagonista descobre o que todo mundo já tá careca de saber: ninguém é o que parece. E ao invés de conviver com isso e continuar tocando a sua vida chata, ela volta a sua casa de veraneio pra saber o que mais a sua amada irmã andava escondendo.

E quem poderia ter algumas respostas seria Caleb, o namoradinho de verão da falecida. Só que o garoto tá muito ocupado fugindo da Siren wannabe da cidade para dar qualquer tipo de explicação.

Enquanto Caleb está muito ocupado fugindo com seu luto, Vanessa se aproxima do irmão dele, que vejam vocês, sempre teve um tropeço por ela, mas nossa heroína sempre fazia questão de fingir que não notava. E O.K., eles eram amigos de infância e tudo mais, só que eu achei precipitado demais esse romance digamos, tórrido. (E nem teve os detalhes picantes pra ganhar mais uma estrelinha comigo u.u) Primeiro beijo e primeira vez na mesma noite não é pra qualquer um.

Enquanto isso, corpos aparecem dia sim dia não na praia, e a revelação que existem mesmo Sirens na cidade é aceita como se fosse a coisa mais normal do mundo. Ah, são seres mitológicos que vivem na nossa costa, sem problemas! Vamos convidá-las para nossa quermesse e oferecer quentão.



E do nada, sem nenhum motivo aparente, Vanessa corre para um barco, rema até a metade, no meio da chuva, à noite, e fica catucando a água, apesar dela ter medo da propria sombra, e já ter "quase se afogado" num passado não tão distante. Se não fosse os dois irmãos, provavelmente esta seria a morte mais patética já escrita.

Resumindo: Explicação porca do porquê Justine (a irmã) se jogou do penhasco, mais porca ainda a solução para o problema das Sirens, e o PIOR!!!! QUEM É A MÃE DA VANESSA??? Essas respostas devem estar nas continuações, só que este é um livro que eu estou relutando muito em colecionar. O que começou promissor, acabou sendo uma decepção.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

[Resenha] Série Goddess - Deusa do Mar de P.C. Cast

Primeiro livro da série Goddess, e por enquanto o mais fraquinho. O que é uma mudança, já que se você como eu, percebeu o quanto está caindo a qualidade da história de House of Night. Tomara que com esta série aconteça o oposto.

Não que este livro seja ruim, ele até que diverte, apesar de coisas bizarras acontecerem. Um tipo estranho de zoofilia me vem a mente. É picante e engraçado, do jeito que eu gosto. Mas ponto negativo pra tradução, há alguns erros grotescos de ortografia que meu Deus! Me senti lendo um livro escrito por alguém fluente em miguxês! Ok, talvez não miguxês exatamente, mas talvez um aluno da 5ª série.

Christine Canady, sargento da Força Aérea Americana, levava a sua vidinha monótona e patética, até que um dia encontrou um livro de magia. Tomou uma ou duas garrafas de champanhe, dançou nua à luz da lua e ganhou a benção de Gaia. Num belo dia, depois de flertar com um gato fardado, entra num avião que sofre um acidente horrível. Entre a vida e a morte, faz um pacto com Undine/Ondine (sei lá como era o nome da sereia), onde elas trocam de corpo.

Christine, agora de posse de uma bela cauda, está muito bem, nadando feliz, até que encontra o tritão Sarpedon, meio irmão e tarado, que quer porque quer dar umazinha com Undine/Ondine, nem que seja a força. Não sendo boba nem nada, ela dá dez na cauda do golfinho e consegue fugir, pedindo abrigo a Gaia em pessoa. A Deusa, em sua infinita sapiência, dá as dicas do porque de Ondine/Undine ter trocado de corpo com Christine. Como se já não estivesse meio óbvio.

Concedendo pernas a agora sereia fugitiva, Gaia consegue assim, fazer com que Sarpedon vá se esfregar num monte de algas, ou sei lá o que tritões fazem quando querem se aliviar. Só que para isso, Christine precisaria se refugiar em terra, mas ficaria dificil desfilar por ai com uma cauda. A Deusa então faz a sua macumba, dando-lhe pernas, só que ela teria que voltar pro mar, tal qual uma oferenda, a cada 3 dias. Mais uma macumbinha, e nossa heroina é transportada para uma ilha. Na era Medieval.

Andras, literalmente o cavaleiro da armadura brilhante, cavalgava distraidamente em seu cavalo branco puro sangue, quando avista, saindo da água, o que parecia ser uma mulher, já que estava vestindo anáguas e crinolinas, que deveria pesar horrores seco, imagina molhado. Bateu no peito, e foi ao resgate da donzela.

A lorota que Christine contou, foi que era uma princesa whatever que por um feliz acaso sobreviveu a um naufrágio. Tomou um banho de esponja, fez amizade com as freiras do monastério para onde foi levada, e vez ou outra pulava a janela pra tomar banho de mar. Numa dessas escapulidas, conhece Dylan, o tritão doce e sexy (!), com quem rola altas paradas calientes, na areia, na espuma, e até, quem diria, na cama.

Mas você acha que Sarpedon esqueceu sua querida irmãzinha? Negativo. O cara realmente era um stalker de grosso calibre. Catou um jeito de achar Christine em terra e tentar estuprá-la. Chegou ao ponto de fazer a burrice de desacatar dois Deuses, um deles sendo o próprio pai. Tomar uma sova não chegou nem perto do que aconteceu com ele.

Tirando a parte doentia, que meu cérebro catalogou como zoofilia, é bem doce e romântica a história. E o final, que parecia impossível a principio, se tornou realidade, graças a uma mãe Deusa, e um tiquinho só de poder do roteiro. Senti um pouco de falta também do que a verdadeira Ondine/Undine ficou fazendo no corpo da Christine, o que realmente não fez falta no enredo. Só seria legal ver o que uma Semi-Deusa estava fazendo perambulando no mundo moderno.

Pra mim foi uma leitura agradável. Não digo que sorvi cada palavra como se fosse o ar que eu respiro, mas me diverti lendo e isso é o que realmente conta na leitura, certo?

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