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sábado, 23 de junho de 2012

[Resenha] Série Herdeiros de Atlântida - Filhos do Éden de Eduardo Spohr

Mais um livro de Eduardo Spohr. O cara tá literalmente "on fire" no mundo editorial. Depois do sucesso de A Batalha do Apocalipse, e claro, do nosso manual de sobrevivência, Protocolo Bluehand - Alienígenas, vamos ao mais novo sucesso de vendas no Brasil, Filhos do Éden.

Comprei este livro também na bienal (um dos trocentos que eu carreguei no lombo um dia inteiro de estande em estante) na vã esperança de conseguir o autógrafo. (Tava levando também o A Batalha do Apocalipse de casa, pense no peso que não estava)

Só que pra ver os autores mais famosos tinhamos que pegar senhas que se esgotavam em 10 segundos, e eu pobrezinha, vindo de Niterói pro Rio Centro, com o engarrafamento Típico desta minha Cidade Maravilhosa, infelizmente não consegui. Mas eu sou brasileira, e já sabem né? Não desisto nunca. Mas você não tá aqui pra me ouvir ler lamuriando sobre isso né? Próximo parágrafo por favor.

Continuando com a temática angélica de ABdA, Spohr dessa vez nos apresenta a novos protagonistas. Rachel, aparentemente uma estudante universitária comum, se vê envolvida em acontecimentos bizarros, mas logo se descobre que ela é um anjo chamada Kaira, enviada a Terra para investigar uma quebra no tratado e que caiu em uma emboscada, tendo suas memórias originais substituidas pelas de uma humana.

Kaira/Rachel se lembra perfeitamente dos pais, da sua casa, da infância, portanto acha muitíssimo suspeito quando dois caras, Urakin e Levi, chegam até ela e dizem que é Capitã de um exército celestial e que tem que voltar com eles pro céu. Dá-lhes uma banana e foge para o que seria sua casa, mas encontra apenas os escombros do que um dia foi um condomínio residencial familiar e surta. É atacada por um demônio, mas consegue se defender dele quando descobre que pode explodir as coisas.

Passando mal por ter comido um fast-food desses da vida, Kaira é levada até Denyel, ex-espião e anjo renegado atrás de anistia, que faz uma macumba de Deus com cerveja e consegue salvá-la. Não posso dizer que Denyel fica feliz com a chegada de três anjos em sua toca, mas aceita ajudar se eles prometerem arranjar com Gabriel um cantinho pra ele no céu. Depois disso partem em busca de aventura e confusão atrás de Atlântida.

O livro tem humor, ação, aventura e inclusive um tantinho de romance. Nota-se de longe o amadurecimento do Spohr na escrita (neste não me perdi muito nas divagações dos personagens). Uma leitura agradabilíssima, leve na maior parte do tempo mas com descrições detalhadas das porradarias. Atrevo-me a dizer que respingou sangue de demônio algumas vezes nos meus olhos durante a leitura.

Creio que não precise ler ABdA para entender Filhos do Éden, muito ao contrário, para quem está conhecendo agora, comece por aqui, onde o "Spohrverso" é melhor explicado. Ah, não sabe o que é o Spohrverso? Sugiro que escute o Nerdcast sobre o livro, mas cuidado: Se você não leu ABdA, contém spoilers!!
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Post inaugural - Resenha de A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr.

Bom, eu sei que há zilhões de blogs e sites de resenhas por ai, uns bons, outros nem tanto, mas como livros se tornaram uma coisa tão importante na minha vida, a ponto deu gastar fortunas em livrarias, e de as minhas amigas terem que me arrastar, literalmente, das vitrines da Saraiva, resolvi que eu deveria colocar as minhas opiniões em um blog, caso alguém se interesse a ler.

O caso é que eu estou desempregada, e estou ficando meio louca de ficar em casa sem fazer nada de útil ou criativo, e então já que não to podendo mais deixar o Sr. Saraiva um cadinho mais rico, vamos ao que interessa.

Escolhi primeiro o A Batalha do Apocalipse do Vince Glotto Eduardo Spohr, bem famoso no Nerdcast do site Jovem Nerd, amigo do Paulo Coelho porque... bom a verdade é que foi a minha primeira resenha, então nada mais justo do que ser o meu post inaugural. Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Li este livro por causa heh adivinhem só, quem diria, do Jovem Nerd. Ouvir Nerdcast após Nerdcast fazendo propaganda de como um livro é foda, faz você ficar curiosa sobre ele.

Capa da edição da Nerdstore

Contra-capa. Reparem que são a mesma cena de ângulos diferentes.

Primeiro procurei o e-book, só se fosse realmente bom eu compraria, mas infelizmente não achei. O jeito então era comprar pela Nerdstore, só que como eu tinha outras coisas a ler, fui adiando até a notícia de que o tal livro ia ser publicado por uma editora de renome, e que as ultimas unidades na Nerdstore seriam "Edição de Colecionador". Novamente fui burra e perdi a oportunidade de comprar. Resultado: tive de comprar na pré-venda da Saraiva, os olhos da cara, e mais uma vez me estrepei. Se eu tivesse esperado pra comprar agora no fim do ano, viria com capa dura, cenas extras, mapas e o escambau. Sim eu sou desgraçada mesmo u.u

Capa da Edição especial, cheio de coisas legais e que eu não comprei. =(


As capas são ambas lindas, mas eu devo dizer que prefiro a do anjo chorão azul, que é a que o Eduardo tinha escolhido desde o inicio. Me passa bem a idéia do livro, com essas nuvens carregadas, o mar revolto e o anjo empunhando uma espada. As capas da nerdstore são bem fodas, e cheio de easter eggs, que pra quem curte o podcast, é um prato cheio.

Frustrações quanto a edição à parte, o livro é ótimo. Ablon nos conduz através dos séculos numa narrativa rica em detalhes, apesar de as vezes se perder carregando o leitor junto no furor do sentimento que estiver lhe passando pela cabeça.

Shamira, a famosa feiticeira de Endor, (Easter Egg de Star Wars?) traz o toque "romântico" (digo isso por falta de termo melhor, já que é uma leitura para meninos, onde não há espaço para essas futilidades) à saga, com sua personalidade cativante. Confesso que me decepcionei um pouco pela falta de ação entre Shamira e Ablon, mas isso é um gosto pessoal. (ou então o simples fato dele ser um anjo e coisa e tal... Fato é que se rolasse uns pegas naquelas cavernas na Babilônia, não iria necessitar de punhos divinos para derrubar a torre... xD)

Quanto aos Arcanjos, eu não tenho muito a dizer, a não ser expressar a minha revolta quanto ao final de Lúcifer. Morri de pena dele, coitado, sempre injustiçado. Conotação negativa ou não, Lúcifer sempre foi meu arcanjo favorito (junto com Metatron, que aliás senti muita falta no livro. Ô Spohr, escale Metatron pro próximo livro, sim?).

Outra revolta foi Gabriel, senti que a participação dele foi como Schwarzenegger em The Expendables, só apareceu pra dar um oi.

Miguel... Ahh Miguel... este sim honrou as asas brancas que ostenta, mesmo tendo apanhado muito no final, foi um vilão de primeira. Teve de tudo, só faltou o alçapão com tubarões geneticamente modificados e Shamira pendurada pelos tornozelos. Dr. Evil feelings much?

Realmente um excelente livro. Não vou dizer que me pendurei em cada palavra (Ablon as vezes me lembrava Lestat de Lioncourt descrevendo um banquete sangrento), mas valeu a pena cada centavo investido. Recomendo!
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