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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

[Vou Ler] Branca dos Mortos e os Sete Zumbis de Abu Fobiya/Fabio Yabu

Lançamento mais recente da Nerdbooks, selo da Nerdstore, e claro que entra na minha lista de leitura! Não sou muito fã de horror/terror, mas sou fag do Jovem Nerd, então sempre quero as tranqueiras que eles vendem. Fazer o que se os caras sabem fazer vitrine?

Confesso que dessa vez não me empolguei com a capa, pelo menos não assim de foto na internet. Talvez, seguindo o molde de PBHa, tenha textura nas letras, ou um brilho diferente, mas pelo que vejo, não. Pelo menos é capa dura, o que dá maior durabilidade ao livro. Quem dera todos meus exemplares tivessem isso.

E cá entre nós, já que o Michel Borges fez as ilustrações, por que não desenhar uma capa foda também? Enfim, vai ver é pra conter despesas ou sei lá...


Sinopse: "Branca dos Mortos e os Sete Zumbis" é o conto que abre o livro de mesmo nome pelo atormentado Abu Fobiya. Tal qual a caixa de pandora, uma vez abertas as páginas deste tomo macabro espalharão pesadelos e sortilégios ao redor do mundo.
Aqui ninguém está a salvo, e o mais importante: nada é o que parece. A pobre filha do rei, cujo único pecado foi ser de todas a mais bela, precisará enfrentar zumbis e a fúria da madrasta invejosa. A morte de uma pequena vendedora de fósforos desencadeia uma série de roubos e um crime aparentemente insolúvel. E o grande segredo da menina do chapeuzinho vermelho será enfim revelado àqueles que tiverem coragem de se aventurar por estas páginas.
Nesta compilação de 11 histórias de terror, zumbis e psicopatas dividem espaço com fadas e animais falantes, numa sucessão de capítulos não-lineares que culminam no fim do mundo e na transformação de tudo o que o leitor julgava saber sobre os contos de fadas.
"Branca dos Mortos e os Sete Zumbis", escrito por Abu Fobiya e ilustrado por Michel Borges, é o terceiro título do selo Nerdbooks, que lançou o best-seller Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse) e Protocolo Bluehand: Alienígenas.

Se você for no site (link abaixo), dá pra ouvir o dublador Guilherme Briggs narrando trechos do livro, ler um dos contos e/ou comprar. Doações a autora desse post são muitissimo bem vindas!

Fonte da Sinopse: Jovem Nerd
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terça-feira, 26 de junho de 2012

[Resenha] Todo Dia Tem Uma Merda de Israel "Izzy" Nobre

Ok, esse não é um livro comum, mas quem disse que estou aqui para somente falar de leitura comum?

Todo Dia Tem Uma Merda é o livro do @IzzyNobre, famoso no twitter por jogar na nossa cara alardiar para quem quiser ouvir que mora no Canadá, e orgulhoso funcionário de uma sex shop norte-americana.

Esse livro nada mais é do que a seleção dos melhores textos do seu site/blog o "Hoje é um bom dia", provando que o que nós queremos mesmo é ver os outros se dando mal. E pode crer que neste singelo livro (setenta e tantas páginas em .PDF) contém muitas cenas do "Kid", como também é conhecido por ai, se fodendo ferrando.

Uma das mais engraçadas com certeza é logo a primeira crônica, de quando ele, por acidente, cagou no tapete do banheiro e em seguida sua noiva pisa no pequeno tolete, seguido de perto de quando desfilou por uma loja lotada do shopping com um rabo de papel higiênico ou ainda quando tentou esquiar numa ladeira mais ingreme do que a parede da própria casa. Pois é, amigos tudo isso aconteceu com o Nobre Izzy. Ou pelo menos é o que ele alega.

Durante as histórias escabrosas, vemos também que o Kid, além de hipocondríaco é extremamente afobado, para não dizer burro, como ilustra o conto em que ele compra um computador novo. Preferir gastar mais de $130 ao invés de $50 só para ter um aparelho funcionando no menor tempo possível é de uma imbecilidade astronômica. E o pior, é que ele teve que voltar mesmo assim à loja, por um mero detalhe técnico, resultando em absolutamente nada. (A não ser pelo fato de ter gastado mais cem pratas.)

São no total 11 histórias que depois que passa realmente é pra rir. O estilo de escrita não é o que se pode dizer de um autor, nota-se de longe que o cara é blogueiro, está ali apenas narrando fatos de sua própria vida, um tanto quanto engraçaralhadamente (aliás, essa palavra existe?) devo acrescentar. Eu particularmente gosto de coisas engraçaralhas, então to aqui chorando de rir até agora.

Senti falta de um índice de capítulos e uma arrumação melhor das imagens no arquivo, as fotos que ilustram o livro, algumas tiradas do próprio celular do autor,  as vezes aparecem na página seguinte, sendo que o texto está na metade da página anterior. Notei também alguns errinhos de concordância e digitação, mas isso tudo agente releva, porque suponho eu que o Izzy fez tudo sozinho, excetuando a arte da capa, que foi o Joelson de Souza quem desenhou.

O livro é gratis, para baixar basta "pagar" um twitt, ou postar no facebook. Tem até doação via orkut, para o caso de você ainda usar essa merda tal rede social. E para aqueles que acharem digno de tal, também pode doar uma quantia no paypal. Para fazer o download, e porque não, dar um pageview pro cara, além de saber mais dos planos de futuros livros dele cliquem aqui.
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sábado, 23 de junho de 2012

[Resenha] Série Herdeiros de Atlântida - Filhos do Éden de Eduardo Spohr

Mais um livro de Eduardo Spohr. O cara tá literalmente "on fire" no mundo editorial. Depois do sucesso de A Batalha do Apocalipse, e claro, do nosso manual de sobrevivência, Protocolo Bluehand - Alienígenas, vamos ao mais novo sucesso de vendas no Brasil, Filhos do Éden.

Comprei este livro também na bienal (um dos trocentos que eu carreguei no lombo um dia inteiro de estande em estante) na vã esperança de conseguir o autógrafo. (Tava levando também o A Batalha do Apocalipse de casa, pense no peso que não estava)

Só que pra ver os autores mais famosos tinhamos que pegar senhas que se esgotavam em 10 segundos, e eu pobrezinha, vindo de Niterói pro Rio Centro, com o engarrafamento Típico desta minha Cidade Maravilhosa, infelizmente não consegui. Mas eu sou brasileira, e já sabem né? Não desisto nunca. Mas você não tá aqui pra me ouvir ler lamuriando sobre isso né? Próximo parágrafo por favor.

Continuando com a temática angélica de ABdA, Spohr dessa vez nos apresenta a novos protagonistas. Rachel, aparentemente uma estudante universitária comum, se vê envolvida em acontecimentos bizarros, mas logo se descobre que ela é um anjo chamada Kaira, enviada a Terra para investigar uma quebra no tratado e que caiu em uma emboscada, tendo suas memórias originais substituidas pelas de uma humana.

Kaira/Rachel se lembra perfeitamente dos pais, da sua casa, da infância, portanto acha muitíssimo suspeito quando dois caras, Urakin e Levi, chegam até ela e dizem que é Capitã de um exército celestial e que tem que voltar com eles pro céu. Dá-lhes uma banana e foge para o que seria sua casa, mas encontra apenas os escombros do que um dia foi um condomínio residencial familiar e surta. É atacada por um demônio, mas consegue se defender dele quando descobre que pode explodir as coisas.

Passando mal por ter comido um fast-food desses da vida, Kaira é levada até Denyel, ex-espião e anjo renegado atrás de anistia, que faz uma macumba de Deus com cerveja e consegue salvá-la. Não posso dizer que Denyel fica feliz com a chegada de três anjos em sua toca, mas aceita ajudar se eles prometerem arranjar com Gabriel um cantinho pra ele no céu. Depois disso partem em busca de aventura e confusão atrás de Atlântida.

O livro tem humor, ação, aventura e inclusive um tantinho de romance. Nota-se de longe o amadurecimento do Spohr na escrita (neste não me perdi muito nas divagações dos personagens). Uma leitura agradabilíssima, leve na maior parte do tempo mas com descrições detalhadas das porradarias. Atrevo-me a dizer que respingou sangue de demônio algumas vezes nos meus olhos durante a leitura.

Creio que não precise ler ABdA para entender Filhos do Éden, muito ao contrário, para quem está conhecendo agora, comece por aqui, onde o "Spohrverso" é melhor explicado. Ah, não sabe o que é o Spohrverso? Sugiro que escute o Nerdcast sobre o livro, mas cuidado: Se você não leu ABdA, contém spoilers!!
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

[Resenha] Um Mundo Perfeito de Leonardo Brum

Vocês já devem estar cansados de me ver enumerar os livros que comprei na Bienal passada, não estão? Então nem vou dizer que comprei esse por lá também, que conheci o autor e que ganhei autógrafo.

Mas esse livro, vou te contar, levei gato por lebre. o Leonardo Brum sabe vender o peixe dele, e fui fisgada pela sua simpatia e carisma, junto com o pessoal da divulgação que estava no estande da Novo Século. Até a minha amiga que não curte muito fantasia levou o livro do cara. Se ela leu já são outros quinhentos...

Este singelo livro se passa em Pedra-Luz, ilha fictícia no litoral de Vitória - ES. Há uns trocentos anos, o fundador da ilha passou a perna em uns piratas amerindios e fez fortuna com um certo diamante azul, gema essa que se alega ter poderes mágicos. O velhote aparentemene se matou depois disso, mas não sem antes esconder muito bem a pedra.

Passaram-se os anos. O tal diamante azul virou lenda, e Pedra-luz e seus 206 habitantes viviam suas vidas muito bem obrigada, até que um belo dia todos desapareceram, sem rastro, sem nem desligar o motor do carro que dirá o gás do fogão. Um verdadeiro cenário pós-apocaliptico.

Ismael, funcionário da Central Foods de Vitória, chega na ilha e vê a cena descrita no parágrafo anterior, coça a cabeça e tenta investigar onde raios poderia ter se metido todos os 206 moradores dali. Desliga a chave do carro, cata um papel amassado do chão, desliga a boca do fogão, começa a chorar e se encolhe em posição fetal.

Zita, vidente e amiga de Ismael, segura o papel que este catou no parágrafo anterior, incorpora o melhor espírito de Sibila Trellawney e faz uma profecia. Baba um pouco e passa 6 meses em coma.

Zacarias é o dono do bar local, e deveras ambicioso. Paga um salário de fome aos seus funcionários e se ressente por isso. Um verdadeiro unha de fome, pior até que o Conde Klaus.

Está tudo pela hora da morte!!

Janete é a japonesinha sofredora de bullying, justamente por estar no livro pela cota de orientais. Mas confesso que simpatizei com ela. Nós, da panela dos "esquisitos" da escola temos que nos unir afinal. Juro que se tivesse sangue de porco ia virar "Carrie, a estranha".

Izaak é o comedor da ilha. Tudo o que ele mais deseja nesse mundo é morrer aos oitenta, com a barriga cheia de vinho, e a boca de uma jovem no... bom, vocês que já leram Game of Thrones já sabem como a frase termina. Cata uma loira no bar e quando ela vai embora traça a stalker que o seguiu até em casa. Sentindo-se muito bem consigo mesmo, deflora mais uma no caminho pro bar. As mulheres praticamente imploram por umazinha com ele.

E claro nossa personagem principal Clarice, professora da 3ª série e garçonete nas horas vagas. Mandou os aluninhos imaginarem que tipo de bichos eles gostariam de ser e fazer uma redação, só para eles calarem a boca, ao mesmo tempo em que deseja ser abduzida por Greys.

Telefone minha caaaaasaaa...
E enquanto isso, tem um monstro alado misterioso, filho do cramunhão rondando por ai. Todos, eu disse TODOS fizeram um desejo exatamente as 6:00 PM, horário de Brasilia e foram atendidos na manhã seguinte. Com o diabo é assim, satisfação garantida, ou levo sua alma mesmo assim.

O foda desse livro, e não digo isso de um jeito bom, é que por trás da fantasia, carrega um quê de livro de auto-ajuda, que tudo se resolverá se você tiver fé e toda essa baboseira que a Clarisse Lispector quer que você acredite. Na boa mesmo? Achei uma merda foda.

Creio que só gostei mesmo da Janete e do Izaak, mas ainda sim por ter me identificado com os dois, e não por serem bons personagens. Não há um único personagem legal de verdade ali, nem mesmo Clarice, que escolhi pra ser a protagonista, só porque ela salva a ilha (?) no final.

Aliás tá ai uma coisa horrorosa nesse livro: Não dá pra saber quem é o personagem principal. Já nas primeiras páginas já me perguntava, um tanto receosa, se seria Ismael, e ainda bem que não, porque para um homem da idade dele não deveria chorar tanto.

Enfim, o livro é uma droga, compre e leia por sua conta e risco.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Post inaugural - Resenha de A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr.

Bom, eu sei que há zilhões de blogs e sites de resenhas por ai, uns bons, outros nem tanto, mas como livros se tornaram uma coisa tão importante na minha vida, a ponto deu gastar fortunas em livrarias, e de as minhas amigas terem que me arrastar, literalmente, das vitrines da Saraiva, resolvi que eu deveria colocar as minhas opiniões em um blog, caso alguém se interesse a ler.

O caso é que eu estou desempregada, e estou ficando meio louca de ficar em casa sem fazer nada de útil ou criativo, e então já que não to podendo mais deixar o Sr. Saraiva um cadinho mais rico, vamos ao que interessa.

Escolhi primeiro o A Batalha do Apocalipse do Vince Glotto Eduardo Spohr, bem famoso no Nerdcast do site Jovem Nerd, amigo do Paulo Coelho porque... bom a verdade é que foi a minha primeira resenha, então nada mais justo do que ser o meu post inaugural. Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Li este livro por causa heh adivinhem só, quem diria, do Jovem Nerd. Ouvir Nerdcast após Nerdcast fazendo propaganda de como um livro é foda, faz você ficar curiosa sobre ele.

Capa da edição da Nerdstore

Contra-capa. Reparem que são a mesma cena de ângulos diferentes.

Primeiro procurei o e-book, só se fosse realmente bom eu compraria, mas infelizmente não achei. O jeito então era comprar pela Nerdstore, só que como eu tinha outras coisas a ler, fui adiando até a notícia de que o tal livro ia ser publicado por uma editora de renome, e que as ultimas unidades na Nerdstore seriam "Edição de Colecionador". Novamente fui burra e perdi a oportunidade de comprar. Resultado: tive de comprar na pré-venda da Saraiva, os olhos da cara, e mais uma vez me estrepei. Se eu tivesse esperado pra comprar agora no fim do ano, viria com capa dura, cenas extras, mapas e o escambau. Sim eu sou desgraçada mesmo u.u

Capa da Edição especial, cheio de coisas legais e que eu não comprei. =(


As capas são ambas lindas, mas eu devo dizer que prefiro a do anjo chorão azul, que é a que o Eduardo tinha escolhido desde o inicio. Me passa bem a idéia do livro, com essas nuvens carregadas, o mar revolto e o anjo empunhando uma espada. As capas da nerdstore são bem fodas, e cheio de easter eggs, que pra quem curte o podcast, é um prato cheio.

Frustrações quanto a edição à parte, o livro é ótimo. Ablon nos conduz através dos séculos numa narrativa rica em detalhes, apesar de as vezes se perder carregando o leitor junto no furor do sentimento que estiver lhe passando pela cabeça.

Shamira, a famosa feiticeira de Endor, (Easter Egg de Star Wars?) traz o toque "romântico" (digo isso por falta de termo melhor, já que é uma leitura para meninos, onde não há espaço para essas futilidades) à saga, com sua personalidade cativante. Confesso que me decepcionei um pouco pela falta de ação entre Shamira e Ablon, mas isso é um gosto pessoal. (ou então o simples fato dele ser um anjo e coisa e tal... Fato é que se rolasse uns pegas naquelas cavernas na Babilônia, não iria necessitar de punhos divinos para derrubar a torre... xD)

Quanto aos Arcanjos, eu não tenho muito a dizer, a não ser expressar a minha revolta quanto ao final de Lúcifer. Morri de pena dele, coitado, sempre injustiçado. Conotação negativa ou não, Lúcifer sempre foi meu arcanjo favorito (junto com Metatron, que aliás senti muita falta no livro. Ô Spohr, escale Metatron pro próximo livro, sim?).

Outra revolta foi Gabriel, senti que a participação dele foi como Schwarzenegger em The Expendables, só apareceu pra dar um oi.

Miguel... Ahh Miguel... este sim honrou as asas brancas que ostenta, mesmo tendo apanhado muito no final, foi um vilão de primeira. Teve de tudo, só faltou o alçapão com tubarões geneticamente modificados e Shamira pendurada pelos tornozelos. Dr. Evil feelings much?

Realmente um excelente livro. Não vou dizer que me pendurei em cada palavra (Ablon as vezes me lembrava Lestat de Lioncourt descrevendo um banquete sangrento), mas valeu a pena cada centavo investido. Recomendo!
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