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quinta-feira, 21 de junho de 2012

[Resenha] Um Mundo Perfeito de Leonardo Brum

Vocês já devem estar cansados de me ver enumerar os livros que comprei na Bienal passada, não estão? Então nem vou dizer que comprei esse por lá também, que conheci o autor e que ganhei autógrafo.

Mas esse livro, vou te contar, levei gato por lebre. o Leonardo Brum sabe vender o peixe dele, e fui fisgada pela sua simpatia e carisma, junto com o pessoal da divulgação que estava no estande da Novo Século. Até a minha amiga que não curte muito fantasia levou o livro do cara. Se ela leu já são outros quinhentos...

Este singelo livro se passa em Pedra-Luz, ilha fictícia no litoral de Vitória - ES. Há uns trocentos anos, o fundador da ilha passou a perna em uns piratas amerindios e fez fortuna com um certo diamante azul, gema essa que se alega ter poderes mágicos. O velhote aparentemene se matou depois disso, mas não sem antes esconder muito bem a pedra.

Passaram-se os anos. O tal diamante azul virou lenda, e Pedra-luz e seus 206 habitantes viviam suas vidas muito bem obrigada, até que um belo dia todos desapareceram, sem rastro, sem nem desligar o motor do carro que dirá o gás do fogão. Um verdadeiro cenário pós-apocaliptico.

Ismael, funcionário da Central Foods de Vitória, chega na ilha e vê a cena descrita no parágrafo anterior, coça a cabeça e tenta investigar onde raios poderia ter se metido todos os 206 moradores dali. Desliga a chave do carro, cata um papel amassado do chão, desliga a boca do fogão, começa a chorar e se encolhe em posição fetal.

Zita, vidente e amiga de Ismael, segura o papel que este catou no parágrafo anterior, incorpora o melhor espírito de Sibila Trellawney e faz uma profecia. Baba um pouco e passa 6 meses em coma.

Zacarias é o dono do bar local, e deveras ambicioso. Paga um salário de fome aos seus funcionários e se ressente por isso. Um verdadeiro unha de fome, pior até que o Conde Klaus.

Está tudo pela hora da morte!!

Janete é a japonesinha sofredora de bullying, justamente por estar no livro pela cota de orientais. Mas confesso que simpatizei com ela. Nós, da panela dos "esquisitos" da escola temos que nos unir afinal. Juro que se tivesse sangue de porco ia virar "Carrie, a estranha".

Izaak é o comedor da ilha. Tudo o que ele mais deseja nesse mundo é morrer aos oitenta, com a barriga cheia de vinho, e a boca de uma jovem no... bom, vocês que já leram Game of Thrones já sabem como a frase termina. Cata uma loira no bar e quando ela vai embora traça a stalker que o seguiu até em casa. Sentindo-se muito bem consigo mesmo, deflora mais uma no caminho pro bar. As mulheres praticamente imploram por umazinha com ele.

E claro nossa personagem principal Clarice, professora da 3ª série e garçonete nas horas vagas. Mandou os aluninhos imaginarem que tipo de bichos eles gostariam de ser e fazer uma redação, só para eles calarem a boca, ao mesmo tempo em que deseja ser abduzida por Greys.

Telefone minha caaaaasaaa...
E enquanto isso, tem um monstro alado misterioso, filho do cramunhão rondando por ai. Todos, eu disse TODOS fizeram um desejo exatamente as 6:00 PM, horário de Brasilia e foram atendidos na manhã seguinte. Com o diabo é assim, satisfação garantida, ou levo sua alma mesmo assim.

O foda desse livro, e não digo isso de um jeito bom, é que por trás da fantasia, carrega um quê de livro de auto-ajuda, que tudo se resolverá se você tiver fé e toda essa baboseira que a Clarisse Lispector quer que você acredite. Na boa mesmo? Achei uma merda foda.

Creio que só gostei mesmo da Janete e do Izaak, mas ainda sim por ter me identificado com os dois, e não por serem bons personagens. Não há um único personagem legal de verdade ali, nem mesmo Clarice, que escolhi pra ser a protagonista, só porque ela salva a ilha (?) no final.

Aliás tá ai uma coisa horrorosa nesse livro: Não dá pra saber quem é o personagem principal. Já nas primeiras páginas já me perguntava, um tanto receosa, se seria Ismael, e ainda bem que não, porque para um homem da idade dele não deveria chorar tanto.

Enfim, o livro é uma droga, compre e leia por sua conta e risco.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

[Resenha] Série Protocolo Bluehand - Alienigenas de Eduardo Spohr, Alexandre Ottoni e Deive Pazos

Livro essencial pra quem, assim como eu, planeja sobreviver ao apocalipse deste ano.

Escrito pelo autor brasileiro Eduardo "Vince Gloto" Spohr, em conjunto com Alexandre Ottoni e Deive Pazos, o Jovem Nerd e Azaghal, o Anão respectivamente. Não sabe de quem eu estou falando? Clique aqui e se informe AGORA!

O Protocolo Bluehand é descrito logo na capa como o "seu guia definitivo contra a ameaça extraterrestre", e é mesmo. Assim que eu li, percebi que teria sucumbido já nos primeiros dias de invasão. E agora que eu possuo as informações ali contidas, posso ter uma chance de me salvar e à minha familia.

A primeira coisa que fiz quando rasguei o pacote, foi rir do "Nerdinho" na nota fiscal adimirar o trabalho na capa. Não costumo me ater muito a esses detalhes, que são legais e tudo, só que o que eu quero saber mesmo é do que tem dentro. A capa não perde em nada para os livros publicados pelas maiores editoras do país. Tem textura nas marcas de "gosma alien" e no título. As páginas têm marcas de copos e anotações "à caneta", dando a impressão de que é um volume "surrado". Fora os inúmeros "easter eggs" de vários filmes e livros, tipicamente nerds. Só não fiquei muito satisfeita com o tamanho pequenininho do volume, mas só porque fica MUITO diferente dos outros na minha estante. Pois é eu sou cri-cri com isso, superem!

Atenção à regra nº 5!!
Atentem-se às regras básicas. São elas que vão salvar a sua vida numa situação de emergência. O que mais vemos nos filmes, são pessoas burras "indo investigar a luz". NÃO CAIA NESSA! É isso que os aliens esperam e quer que você faça.

Tendo essas cinco regrinhas em mente, está na hora de conhecer o seu inimigo. O Protocolo traz documentos e relatos de testemunhas que o governo não quer que você saiba da existência. Desde a primeira aparição de um OVINI, à alguns exemplos de aliens que você pode vir a enfrentar durante o ataque.

Tem também os tipos de armas que você pode ou não usar, o que estocar para não morrer seco, melhores lugares pra se esconder e todo tipo de estratégia para sobreviver. Eu particularmente podia ter mais umas aulinhas de estratégia de sobrevivência, porque olha...

Pronto, sobrevivemos ao ataque e chutamos umas bundas aliens pra fora do nosso Sistema, e agora? O Protocolo também mostra como lidar com isso, dando ideias de como reorganizar a sociedade e reinstaurar a ordem. Tudo isso com bom humor ao mesmo tempo que mantém a seriedade de um tema tão "galhofa".

O Protocolo Bluehand - Alienigenas é o primeiro de uma série de manuais de sobrevivência a diferentes tipos de apocalipses, sendo o próximo sobre zumbis, ainda sem previsão de lançamento.
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