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terça-feira, 28 de maio de 2013

[Resenha] Série Twilight - Crepúsculo de Stephenie Meyer

Crepúsculo marca a minha volta à leitura compulsiva de qualquer coisa em que possa colocar as mãos, desde o ensino fundamental, onde eu matava aulas para ficar na biblioteca. (Não me julgue, matemática nunca foi o meu forte, muito menos Ed. Física, onde garotas com o dobro do meu tamanho e infinitamente mais sádicas, gostavam de atirar bolas de handball na minha cara. Ou nos meus peitos, o que é tão doloroso quanto um chute no saco para os homens.)

Devo dizer em minha defesa que não sabia que se tratava de livro com “vampiros” quando me mandaram o .PDF, pelo hoje extinto MSN. Na verdade estava mais inclinada a acreditar em super-humanos do que qualquer coisa, e fiquei meio apatetada quando a palavra vampiro foi mencionada da primeira vez. Apenas me disseram: Olha, lê isso aqui que você vai gostar. O pior foi eu ter gostado…


Tirando a parte sobre vampiros, me lembrou bastante dos romances de banca que vez ou outra eu encontrava nas prateleiras mais obscuras da biblioteca da escola. Sempre tive certeza que foram deixados ali por uma das faxineiras, ou doado por alguma mãe distraída, que já não se lembrava do que se tratava, apesar das capas deixarem bem claro que nenhum menor de 14 anos deveria chegar perto desse tipo de leitura. Com o adendo de não ter sexo propriamente dito, claro, o que é meio frustrante se você quer saber… Crepúsculo, não os livros de banca.


As coisas que eu já achei por ai... vish...

Este injustiçado livro, conta a história de Isabela Swan, senhora de meia idade num corpo adolescente, que se vê na obrigação de deixar a mãe ser feliz com o novo marido e vai viver com o pai em Forks-WA, cidadezinha esquecida pelo progresso, permanentemente escondida sob um manto de neblina e chuva. Tomei antipatia pela Bella logo nos primeiros capítulos, já que ela só sabia reclamar do frio, da neve e da chuva, além de ser uma completa imbecil, como ficamos sabendo lá pro final.

Assim que os Cullens foram apresentados, as coisas começam a melhorar um pouco. Ela já não reclama tanto de quase nada, ok talvez só da neve, e temos Edward fascinado pelo silêncio da cabecinha oca da Bella. Tenho a mais absoluta CERTEZA de que Edward Cullen só olhou duas vezes para nossa protagonista insossa porque não conseguia ouvir as besteiras que ela pensa. Isso e o fato de ela ter um tipo de sangue que canta, mas esse absurdo eu consigo ignorar com facilidade. Eu adoro pavê com chantili  por exemplo, mas posso me controlar razoavelmente bem, sem pular de cara no pirex, nem fazer cara feia porque o cheiro me dá água na boca.

Tendo jogado RPG, especialmente Vampire, the Masquerade, desde tenra idade, a ideia de vampiros brilharem no sol ao invés de virarem cinzas foi cômica. De verdade, eu ainda não estava acreditando nessa parada de vampiro até ter a confirmação explícita no livro. Ainda bem que eu tenho um poder de ignorar certas coisas enquanto leio, porque olha vou lhe contar uma coisa, viu…

Agora, o que não dá pra ignorar, e que de fato me fez ter raiva de protagonista burra para todo sempre, foi a fuga no final, quando ela estava sendo perseguida pelo James. Pensa aqui comigo: Você está fugindo de um psicopata. Tem informações de onde ele vai estar e a que horas, e ao invés de juntar cabeças com uma vampira que, vejam vocês, PREVÊ O FUTURO e outro que já foi um estrategista de guerra e bolar um plano pra pegar o cara, o que é que você faz?

Vamos ver como posso foder com a minha vida hoje...

É, corre para os braços da morte… Não tenho palavras para descrever o quão irritada fiquei com isso. A imagem abaixo ilustra bem o que eu penso de Isabella Swan.

Ahh.. as nossas escolhas na vida...

Crepúsculo pode ter todos os defeitos de que o acusam, mas foi agradável para mim poder me apaixonar de novo por um protagonista de livro, mesmo que brevemente. Acho que posso deixar mais do que óbvio porque prefiro Jacob à Edward, mas isso é papo pra resenha de Lua Nova.
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terça-feira, 21 de maio de 2013

[Resenha] Série Bloodlines de Richelle Mead


E eu que pensei que não poderia gostar de um livro da Richelle Mead, sobre vampiros, em que não estivessem envolvidos Dimitri Belikov e Rose Rathaway tentando arrancar a roupa um do outro enquanto empalam Strigois com estacas de prata!

Relutei bastante em ler Bloodlines, já que fiquei chateadíssima quando terminei o último livro de Vampire Academy e Rose foi nada menos que uma vaca com o Adrian, a quem aprendemos a amar e perdoar os vícios durante toda a trama. Poderia dizer que chorei cântaros quando ele tomou um dos maiores foras da literatura YA, mas isso seria embaraçoso demais. Além é claro de Richelle Mead ter encerrado a Série Dark Swan, que era DE MUITO LONGE melhor que VA. (Só encontro conforto no fato de não ter sido Georgina Kincaid a sofrer esse triste fim…)


Bloodlines começa com a mesmíssima fórmula de VA: Uma mocinha excelente em seu ofício, aqui no caso representada por uma alquimista humana, cheia de preconceitos e conceitos já muito bem estabelecidos sobre a sociedade sobre-humana. Tem até uma alusão ao termo bloodwhore de VA, neste livro substituído por vamp lover. Isso eu particularmente achei um balde de água fria. Creio que a Richelle poderia deixar essas coisas de lado, já que foram muito bem explorados nos outros livros. Sabemos que os vampiros vêem com maus olhos misturas inter raciais de Moroi com Dhampirs, e até mesmo com humanos, ao mesmo tempo em que adoram trocar de cama uns com os outros. Hipocrisia na sua forma mais crua.

Achei também desnecessário à volta ao ambiente escolar. Passamos muito tempo em St. Vladmir para querermos ainda mais escola. Quem, meu deus, aguentaria passar mais tempo que o suficiente na escola? Ok, talvez a Sydney, mas ela nunca foi à uma. Whatever, podemos conviver muito bem com isso um pouco mais.

A trama é bem superficial, talvez para darmos tempo de conhecer melhor a Sydney, já que tudo o que sabemos dela veio da mente da Rose, o que convenhamos não é muito. Eu particularmente já tinha o mistério das tatuagens mágicas resolvido logo nos primeiros capítulos, e olha que nem sou muito boa nisso!


O que me agradou mesmo em Bloodlines foi o início do relacionamento da Sydney com o Adrian. Pouquíssimos livros nos deixam saborear o início de um romance adolescente. Normalmente é amor à primeira vista, um amor de outras vidas ou qualquer outra bosta desse tipo e todos sabemos (ou deveríamos saber) que ninguém pula na cama do objeto de seu afeto, clamando amor eterno e jurando nunca magoar quando mal se conhecem. Aliás não há nenhum romance para a nossa protagonista nesse livro! Há apenas o dever de Alquimista a ser cumprido, e isso ela faz com obsessiva comicidade. Cá pra nós, ninguém é tão organizado e perfeitinho! (A não ser que tenha um futuro terrível pairando sobre sua cabeça).

Bloodlines no final das contas foi só mais uma desculpa para termos um pouco mais de Adrian Ivashkov em toda sua glória bêbada e fumante compulsiva nas nossas vidas, já que não podemos ter Dimitri... aiai...

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

[Vou Ler] Série Anita Blake, Caçadora de Vampiros - Prazeres Malditos de Laurell K. Hamilton

Senti que meu bloguinho estava ficando meio parado, então resolvi criar essa nova coluna, pra agitar as coisas. Pelo menos três vezes na semana vou colocar a sinopse, e falar um pouco sobre um livro que me interessou e porquê quero lê-lo.

Começarei por Prazeres Malditos, porque já está na minha lista há tempos, e não faço a menor idéia de como ainda não li. Preguiça está no topo da lista, ou talvez eu só esteja meio enjoada de vampiros. Seja como for, ainda pretendo ler este livro, e claro que vou resenhá-lo aqui.

Certeza que não me interessei pela capa, porque vamo combiná que é feia de doer. Não me diz nada sobre o livro, e passa batido numa olhada rápida pela vitrine. Mas lendo a sinópse a coisa definitivamente muda de figura.

Sinopse:
Anita Blake é uma típica garota urbana contemporânea: conhece tudo o que a sua cidade tem para oferecer, trabalha muitas vezes além do horário, se preocupa em pagar contas e ainda consegue enxergar o lado cômico - e muitas vezes irônico - das situações que vive. Só que a Anita ganha a vida de uma maneira peculiar: ela é caçadora de vampiros e ressuscitadora de mortos. Para ela, conviver com zumbis, homens-rato, vampiros, lobisomens e toda sorte de criatura extraordinária faz parte da rotina. Ela é a sensual protagonista de Prazeres Malditos, primeiro livro da norte-americana Laurell K. Hamilton, principal nome da literatura gótica e sobrenatural da atualidade.

Através de Anita, a autora Laurell K. Hamilton consegue tratar de forma criativa e divertida as histórias de vampiro, um dos gêneros literários mais explorados de todos os tempos. Anita fez tanto sucesso entre os fãs do gênero que Prazeres Malditos tornou-se o primeiro romance de uma série a ter a heroína como personagem principal. O resultado deu tão certo que a série Anita Blake foi traduzida para 16 países, vendeu mais de seis milhões de exemplares e ainda ganhará adaptação para o formato graphic novel pela principal editora de quadrinhos do mundo, a Marvel Comics.

Nesta primeira história da saga, Anita, que presta assessoria sobre crimes sobrenaturais para a polícia de St. Louis, investiga, contra a sua vontade, uma série de assassinatos de vampiros. Tudo começa quando ela vai como convidada a uma festa de despedida de solteira numa boate de strip-tease de vampiros cuja gerência está a cargo do sexy sugador de sangue francês Jean-Claude. A noiva acaba enfeitiçada e só se Anita atender os desejos dos vampiros - no caso, descobrir quem os está exterminando - é que ela vai voltar para casa com vida.

Anita conhece então a mestra vampira Nikolaos, que, embora pareça uma menina inocente, é muito poderosa e tem mais de 1.000 anos. O que se segue é uma divertida história de detetive recheada de ação, viradas surpreendentes e pontuada pelo humor ácido desta fascinante protagonista, que seduz os fãs uma boa história de mistério e vampiros em todo o mundo.

Me atrai primeiramente pela própria Anita. Ela parece ser uma chutadora de bundas de primeira categoria. Posso estar redondamente enganada, mas realmente espero, e acho, que não. Gostei também da premissa de os seres sobrenaturais não estarem mais escondidos sob o véu do mito, tendo direitos e deveres como qualquer cidadão.  Dá uma apimentada na trama.

Anita também me parece bem sensata quando se lida com seres desmortos, o que me alivia um pouco, já que as chances de amor a primeira vista com vampiros, lobsomens ou zumbis, é menor. Sério, quem agüenta Isabela Swan de novo? Se bem que é possivel que aconteça, não duvido.

Então é isso, assim que eu ler, eu escrevo a resenha, mas se você não quiser esperar tanto, pode comprar o livro aqui.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

[Resenha] Série Morganville Vampires - Last Breath de Rachel Caine

Penúltimo livro da série Morganville Vampires, continua a mostrar as aventuras e desventuras de Claire Denvers numa cidade onde os vampiros dominam. Desta vez, Claire tem que se unir aos vampiros da cidade para derrotar um inimigo em comum, enquanto corre pela cidade ajudando a melhor amiga, Eve Rosser a fazer os preparativos para o noivado com Michael Glass, vampiro, músico e gostoso.

Digo derrotar, por falta de coisa melhor, já que Amelie (fundadora de Morganville e vampira badass mothafocka) resolve colocar o rabo entre as pernas e fugir. E pra variar, Claire tem que ir e por algum juízo naquela cabeça loura platinada. Ou não.

O livro é ótimo, acho que um dos melhores, se não o melhor da série inteira. Sério eu fiquei tão chocada em uma parte que soltei um baita spoiler no twitter, e adivinhem só, tomei bronquinha da autora!!


Tentando remendar, pedi desculpas e tudo mais, o que me rendeu uma explicação para a bronca.


Fora esse pequeno contratempo na vida da Claire, tudo correu bem, afinal das contas ela é a principal, e ainda tem mais um livro por vir. (Se bem que a saída que a Rachel Caine encontrou pra reverter o problema foi puro poder do roteiro. Ficou meio forçado demais!!)

Claire continua apaixonadíssima por Shane Collins, filho do ex-caçador de vampiros da cidade e que agora tem o cérebro em um jarro no laboratório do cientista louco e vampiro nas horas vagas, Myrnin. Aliás Myrnin continua excelente, meu personagem favorito desta série. Louco de pedra, com um gosto pra roupas duvidoso, e um gênio da alquimia. Não tem como não amar!

Há de se pensar que uma série grande como Morganville Vampires fosse ficar monótono e cheio de fillers, mas a Rachel Caine tem um jeito de escrever que te prende, e você fica ansiosa pra saber o que vai acontecer no próximo. Nunca é a mesma coisa, tem sempre um novo inimigo, um novo problema, um novo obstáculo para Claire e os moradores da Casa Glass.

E uma coisa que não tem nada a ver com a história, mas eu tenho que contar, tive a oportunidade de conhecer a Rachel durante a Bienal do Livro este ano, no stand da @edit_underworld, onde tirei fotos e peguei autógrafos nos dois exemplares de Morganville Vampires que já foram lançados aqui no Brasil.

Uma fofa ela. :3
Aliás as capas da Underworld são lindas, mais lindas que as originais, o que é um avanço, porque tem cada capa excrota aqui no Brasil que olha...
Glass House

Dead Girl's Dance
Estou louca para que os outros livros saiam logo, e que eu arrume um emprego logo também, ai assim eu volto a comprar livros que nem doida! E com certeza esses aqui tem lugar garantido na minha estante!
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